domingo, 20 de setembro de 2009

HISTÓRICO DA ANTROPOLOGIA

Os costumes, a cultura material de um povo, são produtos da etnografia, através da coleta de dados, por outro lado, os resultados comparados e posteriormente resumidos, com método próprio são frutos da etnologia originando desta forma a Antropologia, cujo objeto de estudo é o material e espiritual dos povos octógonos buscando em síntese, resultante da curiosidade natural social relativamente a diferentes grupos as diferenças e semelhanças dos povos.
Quantos aos gregos antigos, por sua vez, a uma divergência no que tange a à atitude antropológica pois consideravam numa teoria utópica na divisão do universo entre “eles” (os gregos) e os “outros”, os bárbaros.
A divergência quanto à possibilidade de uma atitude antropóloga por parte dos gregos da antiguidade, já que ela implica numa relativização praticamente impossível para uma civilização que divide o universo humano entre “nós”. Dentro desta linha de raciocínio da inclusão pela exclusão, ou do interesse pelo exótico na idade media há todos os discursos dos cristãos e não-cristãos.
Segundo Shirley (1987, p. 2) referente á Antropologia moderna, se deu com o expansionismo colonial e imperial europeu. Neste período os reinos católicos espanhóis e portugueses outorgam á Igreja Católica o dever de civilizar os povos de outros continentes. Quando se iniciou a conquista em 1521, fundou-se a Cidade do México, Instituto de Estudo Astecas, com interesse principal de estudar, conhecer, transformar e dominar, sem preocupação com a conversão religiosa.
Diante da questão colonialista, temos como herança da “Antropologia Imperialista” aplicada aos nativos dos novos continentes, a existência de alguns missionários estudiosos que se tornaram defensores das culturas nativas.
Sob a influencia do evolucionismo, acompanhando a colonização de continentes como a África, Ásia e Oceania, esta a antropologia cientifica a serviço dos governos colonialistas. Nesse período há um desenvolvimento da pesquisa prática, no sentido de traçar a evolução da espécie humana, diante desta busca estuda-se a paleontologia e a pré historia, visando a descrição dos estágios anteriores da espécie humana, passando necessariamente por uma linha de evolução da antropologia.
As sociedades primitivas, considerada como antepassados da sociedade ocidental contemporânea obrigatoriamente passam por diversos estágios evolutivos. Conte, Morgan e Frazer classificam estes estágios da seguinte forma: Conte afirma que o homem busca explicação p os fenômenos em geral da seguinte forma .
a) teológica ou fictícia, onde os homens atribuem as causas dos fenômenos ao sobrenatural .
b) metafísica ou abstrata na qual as explicações para tais fenômenos venham por intermédio de “especulações filosóficas”.
c) científica ou positiva, que através de métodos científicos, busca as leis que regem os fenômenos sociais e naturais.
Morgan, ao elaborar um modelo de desenvolvimento da humanidade trata estes fenômenos em três níveis divididos em selvageria, barbárie e civilização. Mais tarde, Frazer cria um modelo dividindo estes níveis em magia, religião e ciência.
Sob o estatuto prático realizado pelas missões científicas, coletando todas as informações das sociedades estudadas, tais informações são enviadas aos chamados “etnólogos de gabinete” eruditos que interpretam e avalizam os dados produzindo obras teóricas dos povos estudados.
Todavia, uma vez que homens e mulheres têm a capacidade de alterar e até mesmo criar a sua própria cultura, pois é dotada do poder de dar sentido a vida, percebem os antropólogos que as sínteses criadas através dos métodos e critérios utilizados pelos “cientistas da natureza”, contradizem os fatos demonstrados por cada sociedade humana.
Mais tarde, colocando fim a repartição de tarefas que anteriormente eram divididas entre observador e o pesquisador erudito, compreende-se a partir deste momento que os mesmos devem deixar seu gabinete de trabalho na metrópole, para compartilhar as informações juntamente com os observadores de campo. Este erudito, aprende então, como aluno atento a viver entre sociedades a falar sua língua e sentir suas emoções dentro dele mesmo (LAPLATINE, 2007, pgs. 75 e 76).
A partir desta nova postura, surge no inicio do século XX a Antropologia, como ciência moderna, disciplina universitária e profissão.
Através de vários estudos que o século XX foi responsável pelas principais Escolas Antropológicas. Podemos citar Frans Boas como o primeiro a contestar o evolucionismo, relativizando o conceito de cultura e negando a história linear da humanidade, valorizando a cultura cotidiana e não oficial. Com trabalho de campo por Malinowski como observador participante, e Radcliffe-brown, que contestou a concepção que se explica o presente de uma sociedade pelo estudo do seu passado, que a Antropologia se desvincula da História.
Para construir a originalidade dos indivíduos, e suas culturas, vários cientistas, entre os quais: psicólogos, psicanalistas e etnólogos, resolvem criar uma associação de pesquisa, objetivando edificar o exemplo, o início ou o feitio cultural que fazem a matriz dos indivíduos e das culturas.
Já os pais da sociologia, estudam as sociedades originárias e suas religiosidades, concomitantemente o fundador da etnologia passa a estudar a magia, religião, parentesco e economia, dando início ao resumo da pesquisa e Leis de operação profundas e invisíveis, cujos princípios foram teorizados por Lévi-Strauss, que argüindo severamente, levanta diversos questionamentos sobre a história, os historiadores, bem como da sua representação filosófica, sobre os homens estabelecendo o contraditório.

Logo mais Glukman e Balandier, com base na experiência da ciência da constituição, buscam através do contraditório, desvendar as transformações produzidas nos negros pela colonização européia.
Boas, Kroeber e Benedict, pesquisaram principalmente, as personalidades culturais e das formas de difusões, contatos e escambos interculturais, em consonância com a Antropologia norte-americana, por outro lado, seguindo o modelo sincrônico e funcionalista conservador, a corrente britânica, teve como estudiosos Malinowski e Redclieffe-Brown, já a tendência “intelectualista” filosófica que seguiu o modelo sociológico Marxista, tendo como estudiosos, Durkheim , Mauss e Griaule, foi a corrente Francesa.
A partir desta fase dá-se início à Antropologia Jurídica conceituada.

atividade elaborada pelos alunos .
GEVALDO, SAMUEL(DR. SAMUEL), MARCO, CRISTIANE, SR.JOAO(MISTER JOHN) EDSON,MARCIO, ANDERSON

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